24.11.07

Tríplice












Uma dor sei lá de onde


Se eu pudesse descrever minha dor de agora, eu não teria as palavras exatas. Não é novidade, claro! Todos sabemos que algumas dores vêm sabe se lá de onde e nos pegam de jeito. Mas, mesmo assim, se eu fosse um cara teimoso e possuísse pertinaz determinação, diria que essa dor é a dor de minh’alma querendo desencarnar. Essa coisa chamada “eu” que mora dentro desta minha carcaça deve estar meio cansada, desejosa por outros ares e se queixa da prisão. Quer voar, coitada!

Coitadinho de mim

Ah, que miséria!
Em verdade vos digo que a pior pena que a um homem pode ser imputada é a pena de sentir pena de si mesmo.

Saudosismo

No tempo em que eu acordava de manhã nos domingos e saía para jogar futebol na graminha frente à minha casa eu não sentia certas dores que hoje sinto. O que me doía era o dedão do pé toda vez que eu chutava o chão -- perneta que só! As canelas e as juntas todas também ficavam bastante doloridas -- mas era bom, eu me sentia hominho. E queria ser jogador de futebol, isso depois dos anos em que sonhava em ser veterinário.

É, o tempo passou e eu, agora, sinto dores ao léu. Não é mais o corpo que dói, mas essa coisa aqui dentro que a gente chama de alma ou coração! Sei não, parece que esse tipo de dor é bem mais complicada que a do dedão do pé! É aquele tipo de dor que dá quando a gente diz “quero sumir” mas não sabe exatamente para onde! Voltando à minha tese, é a dor da vontade da alma de desencarnar, só pode! Quem tiver outra sugestão que diga, mas enquanto eu não conhecer uma boa que me convença, não mudarei de idéia...

Quer saber o pior?... Hoje nem sei o que quero ser!

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