23.3.09


Menina Triste

Eu vi a menina triste. Sua alma escondida, aparenta ferida que não se tratou nesta vida. Seu semblante caído, coração afligido de quem parou de sonhar. Sonha, sim, sonha pesadelos desconexos. Clama, quer ajuda, sem saber que clama ou que anseia por redenção.

Eu vi a menina triste, ela canta, dança, come e bebe. Ela beija, abraça, transa e não sente. Nada tem gosto, nada é tão bom, tão bom quanto o pranto do desespero que a alcançou.

Eu a vi, ela vaga pela vida... pelas estradas deste mundo sem fim. Finge a alegria, proclama falsamente o prazer. Errante que é, nunca se sente em casa. Não possui lar, seu coração não criou raízes.

Eu vi a menina triste. Ela é como árvore de frágil tronco, não são viçosas suas folhagens, suas copas decaídas e seu odor é fedor!

Eu a vi.

2 comentários:

Anônimo disse...

meu Deus.

Humberto R. de Oliveira Jr disse...

não se assuste, a menina, seja quem ela for, terá ainda um futuro promissor. há esperança...

obrigado por comparecer.

abraço.

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