5.2.09

Expressão

Às vezes sai triste a poesia,
Como choro em silêncio de criança castigada.
E os versos já não têm a cor da alegria
E o ritmo se torna lúgubre;
O poeta se expressa, faz-se pintura mal-acabada todos os dias.

Mistura-se seu pranto ao lamento rouco de tantos e tantos aflitos.
Tudo lhe fere!
Frágil,
Empático,
Recebeu a sina dos profetas.

O pedinte faminto,
A criança pobre,
As mulheres sujas, raladas da vida.
Tudo é lança em seu peito!

Belo é o mundo,
frondosas as árvores,
viçoso o relvado que entapeta o chão...
Mas o poeta é triste, e não há o que lhe faça sorrir.

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