4.11.07

A pena secou







Ah, como me faz falta ter o que escrever.
É estranho estar diante de alvas páginas e nem um rabisco produzir.
Minha pena secou e reluta em voltar a umedecer-se,
Meus dedos estão como enrijecidos,
Minha mente improdutivamente monótona.
É como se minha alma soltasse um lamento seco,
Um choro sem lágrimas e um grito que não ressoa.

Estático, é assim que me sinto ante o mundo que acontece.
Inerte,
Vegetativo,
Infrutífero,
Sem a excitação costumeira que vez e outra me possuía avassaladoramente.
Eis que rogo ao Criador por criatividade,
Imploro pela dádiva de possuir um conteúdo rico,
Clamo pela misericórdia de que voltar a ungir minha caneta
Com o poder da inventividade imorredoura.

Ah... esperança! Em ti me apego, pois és a última que se esvai...
Em ti espero crendo no melhor.
Agarro-me em boas lembranças que me remetem a um tempo profícuo...
E, tendo o entendimento de que um poeta se esmera com maior veemência em tempos de dores, tranqüilizo-me, pois sei: deste fardo ser vivente algum está livre!
Afinal, certo é que a dor é companhia certa de todos os homens e mulheres deste mundo.

Procurarei descansar e crer;
Esperar e ver, com olhos de fé, o tempo vindouro
Em que tornarei a deliciar-me com meus poemas de água doce,
Com meus sôfregos textos de aprendiz,
E meus pequenos comentários da vida cotidiana...
E, como bom mineiro, apreciar e contar o que há de bom na vida desta terra.

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