Que adianta valer-me de tão bela armadura,
Sendo que na verdade o que há dentro de mim é temor e pranto?
Que valia tem a aparência de satisfação e o riso frouxo que engana?
Ah, fraqueza maldita que esconde a realidade travestindo-se de fortaleza!
És tão forte, embora tão fraca... Forte o bastante para subjugar a triste verdade...
Vaidade, tudo é vaidade, disse o poeta.
Pois, ao encontrar-me comigo mesmo no límpido espelho d’alma,
O que encontro é só trapos, cheiro de saudades e vontades reprimidas que nunca ousaram sair.
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