Certamente... A falta que sinto é das delícias do Jardim;
O abraço que desejo, do Eterno;
As dores que me doem, da ruptura umbilical que houvera;
A fome que me atinge, do Reino além-mundo.
Peregrino,
Caminhante,
Cigano sem pátria nem morada.
Mundo meu, não te pareces com o que deverias parecer!
Mundo meu, foges de teu aspecto celeste!
Paraíso perdido, por onde vais?
Até quando gemerás por redenção sem encontrá-la?
Sorte nossa,
Sorte tua, mundo sofrido, que um dia
A Eternidade resolveu armar uma tenda entre nós.
Habitou...
Tabernaculou, diriam os eruditos.
Minha visão embaçada ainda percebe seus traços em alguns viventes,
No universo arquitetado e nos fenômenos inexplicáveis.
Nos viventes que ainda flertam com a Ternura eterna,
Ternos sinais revelam um encontro que, mesmo debaixo da roda do tempo, “eternificou-se”.
Não se pode provar de frutas plantadas na eternidade
Sem desejar “re-tomálas” para mais uma refeição.
Não há como fugir da beleza inexpugnável que convoca a alma abatida dos seres mortais...
Oh Céu bendito, quando descerás a nós!?
Cidade Nova, a que desce do Céu, outra vez milagre sacro
Que fundirá os mundos.
Meu mundo e Teu mundo,
O mundo eterno,
Encontrando-se em dança matrimonial.
Saudades do que não vi,
Vontade do que não provei,
Ternuras antecipadas
E frágeis esperanças perseverantes...
É o que possuo em mãos.
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