18.6.07

Boa noite
















Óh sono, tu és um abrigo,
Caverna convidativa em tempos difíceis.
Em ti encontro mel e leite...
Não quero sair.

Tu me apresentas a um universo mais belo,
Onde a dor nem sempre é triste,
E a tristeza nem sempre é dor.

Em ti, sono, encontro sonhos;
Nos sonhos mais lindos, repouso...
Não há distância que separe ninguém.
Não há obrigatoriedade de nada, mas simplesmente a Graça de estar sendo.
Ele é, eu sei... nós, contudo, finitos, somos e permaneceremos sendo!
Ele é e reconhece nossa existência...
Nós, nem sempre a Dele.
Ele habita nossos sonhos e com Ele sonhamos acordados...
Imaginando sem poder imaginar como seria estar lá,
No paraíso dos sonhos, lugar de habitação de todos os sonhos;
Onde se pode sonhar acordado e sono não há.
Onde Ele mesmo sonhou, sem dormir, o primeiro dentre todos os sonhos.

Sono, bons sonhos me traga.
Permita-me sonhar com Ele e aprender dele mesmo em sonho!
Apresenta-me as minhas necessidades em sonhos,
Quero encontrar o mar inconsciente que habita escondido dentro de mim!
Quero encontrar-me comigo ali, na caverna convidativa, pois ali estou sedado e não posso sofrer as dores de conhecer a mim mesmo como sou...
Sono, sonho e bons presságios,
Os quero em minhas noites.
E quero mais, repouso d’alma.
Estes são os meus devaneios noturnos,
Ocorridos em uma manhã de inverno.
Boa noite.

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