
Os nossos prisioneiros são os mais inocentes,
Os deles, criminosamente culpados.
Nossas famílias são justificadas em todos os atos,
As de outros, condenáveis.
Nossos erros são justificáveis.
Os de outros, imperdoáveis.
Umbigo, centro do mundo?
Nossos umbigos....
Nosso nariz; sim, enxergamos apenas o que está à nossa frente!
Não importa o que eles sentem e seu coração, em sua carne, e muito menos o que pensam!
Estamos satisfeitos com nosso mundo de papel,
Arrogância? Ela não existe...
Indiferença? O que é?
O que existe somos nós e nossos bens da vida,
Materiais e imateriais...
Deus? Ele é nosso,
E “nosso” se refere a uma pequena parcela de seres viventes... nós!
De onde viemos? a quem pertencemos? qual nosso fim?
Viemos de nós, e a nós mesmos nos pertencemos sem saber o fim!
Nossas vidas, estas, sim, precisam ser vividas.
O que importa se faz frio fora de nosso “doce” lar?
Quem se importa?
Fome?
Não temos!
Não temos nada que ultrapasse a barreira do “nós”.
Estamos sendo, isso é o que importa...
Vivemos, isso basta.
Oremos então uma oração, a nossa oração:
Pai Nosso que estás no céu,
Santificados seja o teu nome, em nós, é claro.
Venha a Nós o vosso reino, e somente a nós.
Seja feita a Nossa vontade, assim na terra como no céu.
O pão Nosso, Nosso porque merecemos, de cada dia nos dai hoje.
Perdoa as Nossas ofensas, já que são mais fáceis de serem perdoadas,
Assim como nós achamos ser fácil os outros nos perdoarem.
Não nos deixe cair na tentação de ser como os outros,
E livra-nos do mal.
Amém!
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