2.9.06

Poema sem muito sentido

Não tenho outra coisa a dizer senão que sinto saudades.
Não adiante esconder, é fato, é realidade!
Solitário em meio à multidão, desprivilegiado em meio a tantos privilégios.
Permaneço ilhado em meus sentimentos.
De longe vejo belas ilhas convidativas a um repouso,
Mas que não são para mim!

Meu coração quer em terra firme aportar!
Minha razão quer mais um tempo navegar!
Um dilema angustiante a solucionar!
Preciso parar e, mesmo que em alto mar,
Ter coragem de ancorar.
A questão avaliar
para mais tarde não chorar...

Quero encontrar um lugar seguro para me abrigar
Para que, em dias de tempestade, ao lado dela eu possa estar!
Meu coração pulsa só em pensar
Que, naquele dia, como rei eu vou reinar,
E, como rainha fiel, ela estará a me amar!

Os insetos dos bosques rejubilarão
E, juntamente com os pássaros, uma sinfonia romântica entoarão.
As raposas tão belas não se furtarão,
E conosco alegrar-se-ão.
Os seres encantados sem medo cantarão,
Todos juntos no clarão do lampião do bosque dos meus sonhos
Bailarão em comemoração da alegria que se instalará em todo coração!

Humberto Ramos

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