
Estou num bosque - ouço um som de harpa
Um dedilhar sereno de artista
Tudo é claridade - há só perfume
É um jardim de cândidas delícias
As aves resfatelam-se na relva
Nesta selva feliz ao meio-dia
Não existe menor conflito ou guerra
A roubar-me tão sacra poesia
Pomares de todas as espécies
E animais bucólicos, serenos
Vozes tranqüilas - tudo é ar campestre
Leite puro e mel por alimento
Ali o tempo não se manifesta
Mas é uma feliz continuidade
É uma renovação que perpetua
A suave, perene mocidade
Nesta felicidade tão imensa
Em meio a esta pureza tão singela
Eis que vejo - é minha intitulada!
A dançar no vôo das libélulas
Gustavo Lambert
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